Corte em programas na Unifal deve chegar a 20% Destaque

  • Terça, Ago 16 2016
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A Unifal (Universidade Federal de Alfenas) terá um corte de custeio de mais de 20% em alguns programas, caso seja confirmada a previsão média de redução de 45% nas verbas de investimento (cerca de R$ 350 milhões) nas 63 universidades públicas do país para 2017.

A previsão foi informada, na semana passada, no portal do Ministério da Educação (MEC). Nos recursos destinados ao custeio, a diminuição é da ordem de 18% na comparação com o que havia sido previsto para 2016.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) espera reverter o quadro, convencendo o Executivo e o Congresso sobre a prioridade da área. A expectativa é manter os patamares deste ano, para não fechar as contas no vermelho e prejudicar mais de 180 mil alunos apenas nas 11 federais de Minas.

O vice-presidente da Andifes, Paulo Márcio de Faria e Silva, reitor da Unifal, diz que o tamanho da redução pegou todos de surpresa. Os gestores esperavam a manutenção do orçamento divulgado em 2015 para este ano.

“As universidades têm noção da situação econômica do país e o governo tem falado da necessidade de ajuste fiscal. Mas, para qualquer pessoa ou empresa, uma diminuição dessa ordem no custeio é bastante impactante. Não tínhamos expectativa de expansão de recursos, mas não esperávamos que houvesse redução”, afirmou.

Mais cortes

O reitor cita as reduções indiretas que também afetam as universidades nessa contenção, como o corte de 20 mil bolsas de iniciação científica no país e dos gastos com os programas de mestrado e doutorado, já anunciados pelo governo federal. “Desde o ano passado, o financiamento deles teve redução de 70%, o que afeta, principalmente, as universidades que concentram o maior número desses cursos”, relata.

O reitor destaca o aumento no número de matrículas nos últimos de 10 anos, que passou de 500 mil para mais de 1 milhão de alunos. Dados recentes da Andifes mostram ainda que, hoje, 66% dos alunos das universidades federais são de famílias cuja renda per capta é de, no máximo, 1,5 salário-mínimo.

A assistência estudantil corre riscos. A proposta do governo prevê redução de 3,5% no programa nacional que cuida desse quesito. “O número de alunos que demandam esse auxílio cresce e o que já havia era insuficiente. Teremos de tirar direta ou indiretamente de outras áreas para cobrir”, diz Paulo Márcio.

Nesse cenário, ele afirma que não há qualquer segurança de que a Unifal conseguirá cumprir as obrigações de funcionamento e implantação de novos cursos, como o de medicina, que precisa ainda de dois anos para ser totalmente implantado. A primeira turma passou agora para o 4º período. As informações foram divulgada pelo Estado de Minas e reproduzidas no site da Unifal.

 

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Publicado em Educação
Redação

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