Em crise financeira, prefeituras cancelam carnaval no Sul de Minas Destaque

  • Quinta, Jan 12 2017
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A crise financeira que atinge várias prefeituras do Sul de Minas deve comprometer a programação para o carnaval 2017. Em pelo menos duas das maiores cidades da região, as festividades estão canceladas. Tanto em Passos (MG) quanto em Pouso Alegre (MG), a decisão se baseou em um único argumento: falta de dinheiro em caixa.

"A situação financeira é calamitosa. Não há recursos nem prazo para a licitação de serviços", explicou a administração municipal de Passos por meio de nota. "A boa notícia é que vamos trabalhar para que tenhamos o carnaval de 2018", informou. Há um ano, a administração anterior também anunciava o cancelamento da edição 2016 do carnaval devido à falta de verba.

Fonte: G1 do Sul de Minas

Pensando em 2018
Em Pouso Alegre, planejar o carnaval do próximo ano é um objetivo. A prefeitura declarou, por meio de nota nesta quarta-feira (11), que o cancelamento das atividades de carnaval foi decidido após reunião com escolas de samba e blocos carnavalescos da cidade junto à Superintendência de Cultura e à Chefia de Gabinete.

"O quadro econômico do município é de tal forma deficitário que sequer os repasses da Lei de Incentivo à Cultura a outros projetos conseguiram ser efetivados. Agravando ainda mais a situação, a dívida herdada pela pasta da Cultura, referente à reforma do Theatro Municipal, sacramentou o quadro de cancelamento do Carnaval", afirmou a administração.

No entanto, a organização de desfiles que não dependam de recurso público deve contar com apoio estrutural do município, que se dispôs a oferecer segurança e liberação das ruas para os foliões.

Passos e Pouso Alegre passaram por uma mudança de governo depois da eleição de outubro de 2016 e as novas administrações iniciaram uma avaliação das contas públicas assim que assumiram, em 1º de janeiro de 2017. Em Pouso Alegre, o prefeito eleito, Rafael Simões (PSDB), chegou a dizer em entrevistas que só depois da posse conseguiu ter acesso ás informações financeiras da cidade.

Fonte: G1 do Sul de Minas

Folia garantida em Poços e Varginha
Em Poços de Caldas (MG), apesar da transição de governo, o novo prefeito, Sérgio Azevedo (PSDB), decidiu manter as festividades carnavalescas e ampliar a premiação dos desfiles para os blocos, o que até 2016 estava restrito às escolas de samba. A assessoria de comunicação informou que, como a administração ainda faz um levantamento da situação das contas públicas, o valor que deve ser investido neste ano durante o evento só será divulgado na segunda quinzena de janeiro.

Já em Varginha (MG), o prefeito reeleito, Antônio Silva (PTB), anunciou na terça-feira (10) que a cidade terá este ano um dia de pré-carnaval com a volta do tradicional bloco Banho das Dorotéias. Há alguns anos, a cidade já não realizava mais desfiles de agremiações carnavalescas, tornando o evento, em que homens se vestem como mulheres e mulheres trajam roupas masculinas, a principal atração pública do período. Contudo, o evento foi cancelado em 2016.

Prevista para acontecer no dia 18 de fevereiro, a reunião de foliões será na Praça do ET, no Centro, com acompanhamento de banda, DJ e trio elétrico.

Fonte: G1 do Sul de Minas

Liga carnavalesca é formada para driblar crise
Lavras (MG) é outra cidade que não teve evento público de carnaval em 2016. Contudo, as agremiações se reuniram e formaram uma liga para tornar os desfiles independentes de recursos da prefeitura.

"Antes o carnaval era organizado pela prefeitura e era ela quem fazia os repasses de verbas. Quem não estava no cadastro da prefeitura, ficava sem verba", explica o gerente municipal de Cultura, Marcus Paulus Passos. "Então a comunidade carnavalesca decidiu se juntar no ano passado e criar a Liga de Carnaval Lavrense. Ela que vai organizar tudo e a prefeitura vai entrar apenas com a infraestrutura", esclareceu o gerente.

A cidade de Lavras vive uma grave crise financeira desde 2015 e a antiga administração chegou a anunciar várias medidas na tentativa de equilibrar as contas: cortou pessoal, diminuiu o horário de atendimento das secretarias e escalonou o pagamento dos salários, o que gerou manifestações e greves dos servidores. Ao assumir, o novo prefeito, José Cherem (PSD) suspendeu o atendimento ao público até 16 de janeiro para auditar as contas do município.

 

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Publicado em Economia
Redação

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