Economia (70)

Segunda, Jan 16 2017
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A produção de café fechou o ano de 2016 com a colheita de 51,37 milhões de sacas de 60 quilos no Brasil, um aumento de 18,8% em relação a 2015, conforme números divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em ano de crise financeira no Brasil, a boa produção e os bons preços pagos ao produtor fizeram com que o café "segurasse as pontas" na economia do Sul de Minas, base para vários municípios que dependem de seu cultivo. Para 2017, especialistas dizem que a produção deverá ser menor e os preços não serão tão animadores, mas a cultura continuará mantendo o bom desempenho.

Só o Sul e o Centro-Oeste de Minas, maiores regiões produtoras do país e com tradição no cultivo do café arábica, contribuíram com a produção de 16,6 milhões de sacas em 2016, um aumento de 53,8% em relação ao ano anterior. O aumento da área plantada, a produtividade e a regularidade climática favoreceram a produção em relação à safra anterior, segundo a Conab.

Fonte: G1 do Sul de Minas 

O ano de safra boa, no entanto, não se refletiu nas exportações brasileiras. Em 2016, conforme números do Conselho dos Exportadores do Café do Brasil (Cecafé), o país exportou 34 milhões de sacas, entre café verde e industrializado. O número representa uma redução de 8,1% em relação ao desempenho de 2015, quando as exportações brasileiras de café fecharam em 37 milhões de sacas.

2016, um bom ano para a cafeicultura
"Foi um ano bom, eu considero um ano excelente para a cafeicultura, nós tivemos um clima correndo muito bem, o que é um fator primordial, uma produção acima do esperado, rendimento da produção foi muito boa. Minas Gerais como um todo teve uma produção boa, os preços subiram. Logicamente que a crise atingiu a todos nós no Brasil, mas ela foi menos sentida na nossa região. O café, principal produto de Minas Gerais e as nossas cidades, que produzem muito café, sentiram menos do que o restante do país, em que a indústria não cresceu. O agronegócio teve em 2016 um papel fundamental para segurar essa barra, essa situação difícil que o país passou" - Archimedes Coli Neto.

Café na contramão da crise?
"Não posso dizer que andou na contramão, mas não andou na mesma velocidade da crise de outros setores, porque a gente também não vive na 'ilha da fantasia' no Sul de Minas. Dentro desse contexto, a parte de serviço público piorou muito, os juros subiram, a inflação subiu para todo mundo. Dos setores da economia, o café, o agronegócio, tem se saído melhor no Brasil e o café faz parte. Não foi as mil maravilhas, mas como teve uma crise dos outros, se tem essa impressão de que foi espetacular, mas não foi também não" - Carlos Alberto Paulino da Costa.

Café mais nobre x baixa qualidade
"O Brasil vem aumentando sua parcela nos cafés especiais, cada vez mais produzindo cafés com destaques, vem aumentando seu volume na exportação, isso eleva a média de preços, mas mesmo assim o Brasil ainda é considerado um país que exporta volume, qualidade e preço, o grosso ainda é este. Logicamente que ainda está ganhando cada vez mais esses nichos de mercado, mas o grosso ainda é o café comum, mesmo porque nós temos uma safra muito grande. Você pega um clima adverso, você acaba pegando um volume muito grande de qualidade inferior e a gente tem que vender isso, então ele é tão importante quanto os cafés especiais.

Eu diria que o café está ficando como o vinho, cada vez mais sendo degustado, seria a palavra. Não se toma o café simplesmente por uma obrigação, um vício, tem todo um requinte, e isso é muito importante para valorizar o nosso produto. É um tiro no pé oferecer produtos de qualidade ruim, principalmente para os jovens, eles têm que gostar, é uma maneira de você ter esse consumidor pra vida toda. No geral, eu diria que ao longo desses anos todos, a qualidade melhorou e vem melhorando. Não dá pra fazer 100% do dia pra noite, mas vem melhorando e o próprio consumidor vem expurgando as marcas de nível inferior. Eu acho que Minas Gerais vai ser cada vez mais o peso do café no Brasil porque nota-se que a nossa cultura está crescendo e os produtores estão trabalhando cada vez mais com qualidade, e cada vez melhores nós estamos ganhando mercado, é uma tendência" - Archimedes Coli Neto.

Feiras e investimentos na lavoura
"A maioria dos produtores faz a troca de café pelo produto que está comprando, tudo vai depender desse preço do café. Há uns dias atrás tinha caído muito (o preço), hoje houve uma recuperação, mais lenta, em torno R$ 500 a saca. Se essa recuperação continuar, com preços mais altos, mais atrativos, será muito bom, porque o investimento do ano depende do preço do café" - Carlos Alberto Paulino da Costa.

(Entre os dias 8 e 10 de fevereiro, a Cooxupé realiza a Femagri 2017, uma das principais feiras do setor no país. Em 2016, a feira recebeu mais de 35 mil visitantes, com volume de negócios de R$ 122,9 milhões).

Perspectivas para 2017
"Não acredito em fatores negativos não, acredito que a safra possa ser um pouco menor do que foi em 2016, porém nós não devemos ter preços muito ruins não, acho que a tendência lógica são os preços se manterem em níveis remuneradores, pois dizer que o preço vai subir ou cair é muita especulação. O produtor deve ter bons momentos, o café dá oportunidade para o produtor vender bem todo ano, ele tem que aproveitar esses momentos de alta e vender. A demanda do café brasileiro deve continuar boa, o Brasil é um país bastante competitivo porque tem qualidade, quantidade e preço, então se torna um produto bastante importante para os importadores" - Archimedes Coli Neto.

"Fazer previsão do café é coisa mais dificil do mundo, é igual fazer previsão de economia no Brasil. Quando tudo vai bem, aí de repente vai mal, ai quando está mal, melhora. A mesma coisa é o café. O mercado futuro está mostrando que os preços não serão bons, os preços caíram muito e este ano agora será um ano de produção menor. Então é com uma certa preocupação que a gente vê essa situação. Mas pode ser que tenha uma reversão, a gente não sabe" - Carlos Alberto Paulino da Costa.

 

Quinta, Jan 12 2017
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A crise financeira que atinge várias prefeituras do Sul de Minas deve comprometer a programação para o carnaval 2017. Em pelo menos duas das maiores cidades da região, as festividades estão canceladas. Tanto em Passos (MG) quanto em Pouso Alegre (MG), a decisão se baseou em um único argumento: falta de dinheiro em caixa.

"A situação financeira é calamitosa. Não há recursos nem prazo para a licitação de serviços", explicou a administração municipal de Passos por meio de nota. "A boa notícia é que vamos trabalhar para que tenhamos o carnaval de 2018", informou. Há um ano, a administração anterior também anunciava o cancelamento da edição 2016 do carnaval devido à falta de verba.

Fonte: G1 do Sul de Minas

Pensando em 2018
Em Pouso Alegre, planejar o carnaval do próximo ano é um objetivo. A prefeitura declarou, por meio de nota nesta quarta-feira (11), que o cancelamento das atividades de carnaval foi decidido após reunião com escolas de samba e blocos carnavalescos da cidade junto à Superintendência de Cultura e à Chefia de Gabinete.

"O quadro econômico do município é de tal forma deficitário que sequer os repasses da Lei de Incentivo à Cultura a outros projetos conseguiram ser efetivados. Agravando ainda mais a situação, a dívida herdada pela pasta da Cultura, referente à reforma do Theatro Municipal, sacramentou o quadro de cancelamento do Carnaval", afirmou a administração.

No entanto, a organização de desfiles que não dependam de recurso público deve contar com apoio estrutural do município, que se dispôs a oferecer segurança e liberação das ruas para os foliões.

Passos e Pouso Alegre passaram por uma mudança de governo depois da eleição de outubro de 2016 e as novas administrações iniciaram uma avaliação das contas públicas assim que assumiram, em 1º de janeiro de 2017. Em Pouso Alegre, o prefeito eleito, Rafael Simões (PSDB), chegou a dizer em entrevistas que só depois da posse conseguiu ter acesso ás informações financeiras da cidade.

Fonte: G1 do Sul de Minas

Folia garantida em Poços e Varginha
Em Poços de Caldas (MG), apesar da transição de governo, o novo prefeito, Sérgio Azevedo (PSDB), decidiu manter as festividades carnavalescas e ampliar a premiação dos desfiles para os blocos, o que até 2016 estava restrito às escolas de samba. A assessoria de comunicação informou que, como a administração ainda faz um levantamento da situação das contas públicas, o valor que deve ser investido neste ano durante o evento só será divulgado na segunda quinzena de janeiro.

Já em Varginha (MG), o prefeito reeleito, Antônio Silva (PTB), anunciou na terça-feira (10) que a cidade terá este ano um dia de pré-carnaval com a volta do tradicional bloco Banho das Dorotéias. Há alguns anos, a cidade já não realizava mais desfiles de agremiações carnavalescas, tornando o evento, em que homens se vestem como mulheres e mulheres trajam roupas masculinas, a principal atração pública do período. Contudo, o evento foi cancelado em 2016.

Prevista para acontecer no dia 18 de fevereiro, a reunião de foliões será na Praça do ET, no Centro, com acompanhamento de banda, DJ e trio elétrico.

Fonte: G1 do Sul de Minas

Liga carnavalesca é formada para driblar crise
Lavras (MG) é outra cidade que não teve evento público de carnaval em 2016. Contudo, as agremiações se reuniram e formaram uma liga para tornar os desfiles independentes de recursos da prefeitura.

"Antes o carnaval era organizado pela prefeitura e era ela quem fazia os repasses de verbas. Quem não estava no cadastro da prefeitura, ficava sem verba", explica o gerente municipal de Cultura, Marcus Paulus Passos. "Então a comunidade carnavalesca decidiu se juntar no ano passado e criar a Liga de Carnaval Lavrense. Ela que vai organizar tudo e a prefeitura vai entrar apenas com a infraestrutura", esclareceu o gerente.

A cidade de Lavras vive uma grave crise financeira desde 2015 e a antiga administração chegou a anunciar várias medidas na tentativa de equilibrar as contas: cortou pessoal, diminuiu o horário de atendimento das secretarias e escalonou o pagamento dos salários, o que gerou manifestações e greves dos servidores. Ao assumir, o novo prefeito, José Cherem (PSD) suspendeu o atendimento ao público até 16 de janeiro para auditar as contas do município.

 

Terça, Jan 10 2017
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Vagas para internação na UTI neonatal foram reduzidas pela metade.
De acordo com diretoria do hospital, medida visa evitar crise financeira.

 

A Santa Casa de Misericórdia de Passos (MG) anunciou corte de vagas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto e reduziu pela metade o atendimento na UTI neonatal. Segundo a diretoria do hospital, que é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos, em média, cada vaga na UTI custa R$ 1,2 mil, mas o repasse do Governo de Minas é de apenas R$ 478 pela diária. Para evitar uma crise financeira, o hospital resolveu reduzir o número de leitos.
Na região, a unidade é referência no atendimento de importantes especialidades como oncologia, por exemplo. Os serviços prestado no local atendem a cerca de um milhão de moradores de mais de 30 cidades da região. Entretanto, dos 28 leitos de UTI adulto destinados ao atendimento pelo SUS, 10 foram desativados. Já na UTI neonatal, dos 20 leitos apenas 10 estão funcionando.

“A Santa Casa é um hospital polivalente. Ela é referência em dor torácica, poli trauma, AVC, materno-infantil e oncologia. Com essa redução, nós estamos priorizando as linhas de cuidado para evitar que a população deixe de ser atendida nessas áreas prioritárias”, disse o diretor administrativo da instituição, José Ronaldo Alves.

Mesmo contando com estrutura física para oferecer os atendimentos, os leitos seguem vazios e as cirurgias que já estavam agendadas foram adiadas. Com a redução dos serviços, pacientes correm o risco de ter que aguardar vaga de internação através do SUS Fácil, já que o Estado só reconhece parte do serviço prestado e paga apenas por 80% dele.

"20% é entendido como extra. É reconhecido, porém é pago quando possível e às vezes isso demora muito. Para se ter uma ideia, [os anos de] 2014, 2015 e 2016 tem um valor acumulado, só das UTI's de R$ 5 milhões, que o Estado reconheceu que deve, que foi utilizado o serviço, porém não tem prazo e nem previsão de pagamento. Outros R$ 1,075 milhão, que foi em serviços prestados ainda não foram reconhecidos como utilizados", explicou o diretor administrativo

Fatores que vêm gerando um déficit nas contas da instituição e que, segundo o provedor do hospital, a medida é temporária. “Nós estamos tentando uma negociação na melhoria das diárias para ver se ocorra uma adequação melhor na totalidade dos leitos, porque como já foi dito, a defasagem da diária é grande e isso gera um déficit muito grande”, explicou o provedor da Santa Casa, Vivaldo Soares Neto

Em nota, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a Santa Casa de Passos recebeu do Fundo Estadual de Saúde cerca de R$ 4,8 milhões em 2015 e que o valor permaneceu o mesmo para o ano de 2016.

 

Segunda, Jan 09 2017
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Ao todo serão 556 vagas previstas em dois editais, os candidatos podem fazer inscrições até as 15h59 através da internet.

Termina nesta segunda-feira (9) o prazo de inscrições para dois editais do concurso do Samu, administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macrorregião do Sul de Minas – CISSUL. As inscrições para vagas oferecidas nos editais 01/2016 e 02/2016 poderão ser feitas até as 15h59 (horário de Brasília) desta segunda-feira através do site www.ibgpconcursos.com.br. As provas objetivas estão previstas para acontecer nos dias 28 e 29 de janeiro.

O concurso havia sido adiado devido a recomendações do Tribunal de Contas do Estado (MG), requeridas no dia 23 de novembro. Com isso, foram feitas retificações nos dois editais.

Confira os editais do concurso

O concurso
A seleção tem o objetivo de preencher 556 vagas de nível fundamental, médio, técnico e superior em 35 cidade da região. Há dois editais com vagas abertas para o Samu. O primeiro edital, trata de 69 vagas com provas para Varginha(MG) no dia 28 de janeiro. O segundo edital trata de 487 vagas com provas em Alfenas, Guaxupé, Itajubá, Lavras, Passos, Pouso Alegre, São Lourenço e Varginha no dia 29 de janeiro.

Entre as vagas oferecidas estão as de aero médico, enfermeiro de aeromédico, assistente administrativo, auxiliar de regulação, condutor socorrista, controlador de frota, enfermeiro, médico (intervencionista e regulador), psicólogo, técnico contábil, técnico de enfermagem e técnico de segurança do trabalho. A carga horária varia de 12 a 40 horas semanais. Os vencimentos variam de R$ 880 a R$ 7.746,90 mensais.

As inscrições estão disponíveis apenas pelo site do Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP), que organiza o concurso. O valor da taxa de inscrição vai de R$ 50 a R$ 180, conforme cargo desejado.

O concurso vai envolver a aplicação de prova objetiva de múltipla escolha, que tem caráter classificatório e eliminatório; prova de títulos, de caráter classificatório; e prova prática, de caráter eliminatório para cargos específicos.

 

Sexta, Dez 16 2016
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A fabricante de produtos farmacêuticos Cimed anunciou a ampliação de seu parque produtivo em Pouso Alegre (MG). Com a construção de uma nova fábrica de medicamentos sólidos, além da ampliação da fábrica de vitaminas, estima-se que 500 novos postos de trabalhos sejam criados até o final de 2018, quando deve ser inaugurada. De acordo com Cimed, o investimento está orçado em R$ 100 milhões.

Conforme a empresa, com a nova planta, a capacidade produtiva de medicamentos sólidos deverá ser dobrada. A área da nova fábrica será de 2,5 mil metros quadrados e a expectativa é de que sejam criados 500 postos de trabalho. A previsão é de que a nova fábrica, que já está sendo construída, comece a operar no final de 2018.

A Cimed é a quarta maior indústria farmacêutica do Brasil em unidades produzidas e possui 3,2 mil funcionários. Com o novo investimento em Pouso Alegre, a expectativa da empresa é de um crescimento de 25% na produção e nas vendas.

 

Sexta, Dez 09 2016
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Inspetor De Segurança Diurno (2 vagas) – Requisitos: ser do sexo masculino; Conhecimento do método APAC; Formação em prevenção de acidentes e primeiros socorros.

Capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal; Capacidade de atenção e de concentração; Ter discernimento para não tomar decisões precipitadas; Ter firmeza e não demonstrar medo para tomar decisões;  Escolaridade – Ensino Médio completo.
Condutor De Segurança (1 vaga)  – Requisitos: ser do sexo masculino; Carteira de habilitação definitiva. (categoria B, acima); Conhecimento do método APAC; Formação em prevenção de acidentes e primeiros socorros; Capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal; Capacidade de atenção e de concentração; Ter discernimento para não tomar decisões precipitadas; Ter firmeza e não demonstrar medo para tomar decisões;  Escolaridade – Ensino Médio completo.

Para se inscrever, o interessado deverá encaminhar currículo e portfólio, de 11/12/2016 a 15/12/2016, para o seguinte endereço: APAC Alfenas (Edital De Seleção Simplificada)

Rua Franca, N.º 326 – Jardim São Paulo Ii – Alfenas/MG. CEP 37.135-462.

Os currículos também poderão ser encaminhados até o último dia do prazo de inscrição, por meio eletrônico, para o seguinte endereço: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. com mensagem sob o título: “Edital de Seleção Simplificada APAC – Currículo (NOME DO CARGO)”.

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