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Sábado, Jun 24 2017
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BRASÍLIA — Apenas 7% dos brasileiros consideram o governo de Michel Temer como ótimo ou bom — a menor marca apurada pelo Instituto Datafolha em 28 anos. Na série histórica, apenas José Sarney ficou abaixo deste patamar, ao tocar 5% de aprovação em setembro de 1989, durante a crise da hiperinflação.

A impopularidade do presidente aumentou desde a revelação da colaboração premiada dos donos da JBS, que situaram Temer no centro de um esquema de corrupção nacional. Segundo o Datafolha, 69% do público considerada a gestão ruim ou péssima, e 23% avaliam o governo como regular.

Mulheres, jovens e eleitores de renda mais baixa mostram mais indisposição com Temer, em comparação com a média da população.

Em 1989, 68% consideravam ruim ou péssima a atuação de Sarney, enquanto 24% julgavam a administração regular.

O novo levantamento do instituto ouviu 2.771 pessoas entre quarta-feira e a sexta-feira. Os novos números evidenciam a queda da popularidade do presidente, que, há dois meses, somava 9% entre os entrevistados que avaliavam a gestão como ótima ou boa. No fim de abril, 61% julgavam o governo como ruim ou péssimo e 28% enxergavam uma administração regular.

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A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ainda informou que a nota do presidente caiu de 3 para 2,7 na nova pesquisa. Não souberam responder 2% dos entrevistados.

A avaliação de Temer é pior que a de Dilma Rousseff às vésperas da conclusão do processo de impeachment, quando a petista seria destituída pelo Congresso. Na época, ela tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação. A impopularidade do peemedebista é semelhante à da ex-presidente de agosto de 2015, quando Dilma amealhou 71% de avaliações de um governo ruim ou péssimo.

Além de Temer, Dilma e Sarney, apenas Fernando Collor atingiu indíces tão negativos frente à população. Ele somava 68% de ruim e péssimo, em setembro de 1992, ao sofrer impeachment.

 
Sábado, Jun 24 2017
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O escândalo e consequências da delação da JBS trouxe de volta à baila um fato ocorrido exatos dois anos atrás no SBT, mas que só agora foi conhecido pela coluna em detalhes.



Entre maio e junho de 2015, a JBS fazia uma ofensiva milionária para ter Silvio Santos como garoto-propaganda dos bifes Friboi.

Naqueles meses, a JBS era pura ostentação. A empresa estava com valor recorde no mercado, com cada ação custando mais de R$ 16. Para comparação, hoje ela está na casa dos R$ 6,00.

Semanas antes, Ticiana Villas-Boas, mulher de Joesley, assinara contrato com a emissora de Silvio Santos e quase que imediatamente a JBS sondou Silvio para fazer o comercial --como informou à época o colunista Flávio Ricco, do UOL

O que ninguém sabe é que a JBS fez a a Silvio a maior oferta de todos os tempos da publicidade brasileira: começou com R$ 35 milhões (maio) e, diante da negativa inicial do "patrão", subiu para  R$ 50 milhões de cachê (junho).

Isso representava o dobro do que a empresa havia pago a Roberto Carlos um ano antes, e dez vezes mais do que pagaria a  Tony Ramos dois meses depois da recusa de Silvio.

O problema é que não foi só o cachê que o apresentador recusou: a proposta da JBS era que, se ele aceitasse estrelar o comercial bovino exclusivo, a empresa faria investimentos de outros cerca de R$ 50 milhões no SBT até o final de 2015.

Ou seja, uma única empresa daria o equivalente a quase 10% do faturamento anual ao SBT e seu dono.

Em tempos de contração do mercado, a recusa de Silvio simplesmente levou o departamento comercial da emissora à beira de um ataque de nervos.

Que já estava nervoso porque, três anos antes (em 2012), ele já havia se recusado a vender as madrugadas para a Igreja Mundial, que acenava com um acordo que poderia render R$ 200 milhões anuais ao SBT, conforme esta coluna informou com exclusividade no ano passado.

Mas Silvio fincou pé e recusou o cachê milionário da JBS; que, consequentemente,  não investiu os tais R$ 50 milhões na emissora (nem mesmo com a mulher de Joesley lá contratada).

Muita gente à época disse que Silvio Santos havia feito a maior besteira de sua vida, por “puritanismo exagerado”, já que ele só aceita anunciar produtos de seu grupo.

Nessas duas vezes, instintivamente, ele acabou acertando na mosca: preservou a própria imagem. O que para ele certamente não tem preço. Fonte UOL

 

O escândalo e consequências da delação da JBS trouxe de volta à baila um fato ocorrido exatos dois anos atrás no SBT, mas que só agora foi conhecido pela coluna em detalhes. Entre maio e junho de 2015, a JBS fazia uma ofensiva ...... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/ooops/2017/06/23/exclusivo-o-dia-em-que-silvio-santos-recusou-r-140-milhoes-da-jbs.htm?cmpid=copiaecola
Sexta, Jun 23 2017
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E a gente continua levando arte e cultura para toda população da região.
OPORTUNIDADE ÚNICA - HOJE, 6ª Feira, no Teatro Municipal, com ENTRADA FRANCA, tem Mostra Teatral LGBT com dois espetáculos premiados internacionalmente.
A primeira apresentação será as 19:30 e a segunda as 21:00

 

Quinta, Jun 22 2017
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Com o objetivo de levar diferentes ações ao interior do Estado e se aproximar, cada vez mais, da população, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) realizou nesta quinta-feira (22), uma apresentação sobre os programas do Minas Digital, em Alfenas.

O encontro ocorreu no período da amanhã na Unifenas a tarde no Campus 2 da Unifal e a noite no Campus 1 da Unifal, contou com a presença do secretário Miguel Correa Júnior e reunirá prefeitos, vereadores, secretários e autoridades da região. O espaço vai permitir uma troca de experiência sobre o ambiente mineiro de ciência, tecnologia e inovação.

O Minas Digital foi criado para atuar como articulador do crescimento econômico por meio da tecnologia, do empreendedorismo e da economia digital e criativa. O programa visa unir ações de incentivo no Estado, conforme as necessidades e vocações das regiões mineiras.

Minas Gerais hoje desponta como polo tecnológico e de inovação no país. Além de concentrar o 3º maior PIB nacional, é o segundo Estado em número de empresas de TI e biotecnologia. Minas reúne também o segundo maior ecossistema de startups do Brasil, com cerca de 360; abriga o San Pedro Valley, polo de empreendedorismo que é referência para negócios de base tecnológica no país; é o maior estado em número de universidades públicas (11 federais e 2 estaduais); tem seis parques tecnológicos; e renomadas instituições de tecnologia têm sede no estado, como Google, IBM, GE, entre outras.

Foram anunciados os programas Meu Primeiro Negócio, de educação empreendedora com foco em jovens estudantes do Ensino Médio, o Startup Universitário que visa fomentar empreendedorismo e inovação nas universidades do Estado em dois grandes eixos, o Seed que é o unico programa governamental de aceleração de startups do país, com duração de seis meses e acolhendo cerca de 40 empresas por rodada e o UAITEC (Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais (UAITEC) cuja rede oferece, de forma gratuita, qualificação profissional.

Alfenas já conta com um polo da UAITEC no antigo CVT (Centro Vocacional Tecnológico), no Bairro Santa Luzia.

Até o final do ano, a Unifal em parceria com a Prefeitura irão inaugurar 60 consultórios médicos que atenderão milhares de pessoas na região do Pinheirinho e toda cidade. Parabéns, amigo Paulo Márcio e toda Universidade.

 

Quarta, Jun 21 2017
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Não cabe mandado de prisão a um condenado cuja pena já prescreveu. Com esse entendimento, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região concedeu liminar para soltura de um empresário condenado a 4 anos e 2 meses de prisão na operação ouro verde.

O caso teve uma mudança decisiva em abril deste ano, quando o Superior Tribunal de Justiça diminuiu a pena para dois anos. Nesses casos, a pena prescreve em quatro anos. Levando em conta a publicação da sentença até o julgamento do STJ, passaram-se quatro anos, tendo assim havido a prescrição.

Mesmo assim, o juiz Federal da central de Execuções Penais de Porto Alegre, Roberto Schaan, estabeleceu ordem de prisão ao empresário.

Na decisão do TRF-4, o relator, desembargador Leandro Paulsen, afirmou que a ordem de prisão é ilegal, pois ameaça de prisão por um delito que já teve sua punibilidade extinta.

Causa perplexidade 
Para a defesa do empresário, feita pelo advogado Carlos Eduardo Scheid, a decisão do juiz em primeira instância causou perplexidade. “Além de já ter sido declarada extinta a punibilidade por decisão superior transitada em julgado, o que é algo inadmissível, a decisão foi lavrada na véspera do feriado e fora do horário de expediente forense, podendo a prisão ter ocorrido em um período que dificultaria as medidas judiciais defensivas.”

Para Scheid, a decisão demonstra a necessidade de mais cautela por parte dos juízes das execuções criminais.

 

Segunda, Jun 19 2017
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O uso das drogas vem aumentando progressivamente, fruto de causas sociais e psicológicas. Mas as drogas, como as pessoas, não são iguais. Umas causam danos mais graves do que outras. O crack está entre as primeiras.

Segundo o site da AbcMed, “o crack é uma mistura da pasta-base de cocaína refinada com bicarbonato de sódio e água. Muitas vezes a mistura é falsificada com o acréscimo de cimento, cal, querosene e acetona, para aumentar o seu volume. Quando aquecida, a mistura separa as substâncias líquidas das sólidas. As substâncias líquidas são então descartadas e as sólidas são convertidas na “pedra de crack” que, com a utilização de um cachimbo, é então fumada e absorvida pelo corpo em quase 100% do total ingerido”.

O consumo cria um estado de euforia, ao qual se segue profunda depressão. A droga causa forte dependência física e, segundo Pereira e Jacoby, “os indivíduos sentem extrema necessidade de consumir a substância a ponto de abandonar gradativamente tudo o que é importante em sua vida, como: família, amigos, trabalho, vida social, estudos, a própria saúde, etc”.

Os viciados perambulam pelas cidades em um triste espetáculo da degradação humana. Na maioria dos casos, são pessoas de poder aquisitivo e nível educacional baixo. Os dramas humanos se sucedem, sofrem os dependentes e também suas famílias. Nesta semana, em Sorocaba, SP, a mãe de uma adolescente dependente química acorrentou-a a um guarda-roupas, temendo que ela sofresse represálias de traficantes que a ameaçavam de morte por dívidas não pagas.

Muitos tentam recuperar-se. Os que têm familiares com poder aquisitivo, em clínicas particulares. Os que se valem do SUS encontram em Itapira, SP, 315 vagas no Instituto Bairral de Psiquiatria, que atua em convênio com a Secretaria de Saúde. Grupos de missionários, de origens diversas, fazem um importante trabalho de evangelização e assistência social. Mas o exército de viciados é cada vez maior.

Evidentemente, há nisto tudo interesses econômicos vultosos. Na chamada Cracolândia, centro de reunião de viciados em São Paulo, a Polícia Civil constatou a existência de uma “Feira de Drogas”, com diversos tipos expostos em mesas localizadas em barracas, à disposição dos consumidores. A feira foi desfeita pela ação das autoridades, mas o comércio, claro, continuará em outros locais, enquanto houver interessados na compra.

Porém, o que ocorre na Cracolândia, ou em menor intensidade em centenas de outras cidades brasileiras, não é o tema deste artigo. Aqui o foco é mais restrito, confina-se em um único e importante aspecto: os filhos gerados pelas viciadas.

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde sobre o uso do crack revelou que “Mais da metade das usuárias já havia engravidado ao menos uma vez desde que iniciou o uso do crack/similares. Trata-se de achado preocupante devido às consequências importantes do consumo do crack durante a gestação sobre o desenvolvimento neurológico e intelectual das crianças expostas”. Entre elas, 22,8% já haviam engravidado duas ou três vezes.

Segundo o médico Valter Curi Rodrigues, "As crianças desenvolvem síndrome de abstinência fetal. Elas se tornam viciadas nos entorpecentes consumidos pelas mães", garante. Isso significa que têm tremores contínuos e convulsão por falta da droga. Tais efeitos ainda estão sob estudo, mas aponta-se a possibilidade de parte da droga passar para o bebê em formação na placenta, causando baixo crescimento e problemas psicológicos.

Pesquisa empírica nos Estados Unidos narra o caso de Clorissa Jones, que “descobriu gravidez de sete semanas na época em que injetava heroína e fumava crack. Seu filho nasceu dependente de metadona, droga que ela usou durante a gestação como tentativa de sair da heroína. Durante suas primeiras semanas de vida, Braxton teve crises de abstinência como tremores e hipersensibilidade”.

Os chamados “filhos do crack”, além das dificuldades do nascimento com previsíveis problemas de saúde, arcarão com o ônus de não terem proteção familiar, inclusive porque dificilmente alguém se disporá a adotá-los. Segundo reportagem de Fábio Mazzitelli, “ muitos dos pretendentes cadastrados já põem como condição para aceitar a criança que a mãe não tenha histórico de envolvimento com a droga, que afeta o sistema nervoso central”.

Além do problema dos afetados diretamente, pondera-se, em um segundo momento, a questão da sociedade, uma vez que uma criança criada nas ruas, sem família, com problemas de toda espécie, certamente desenvolverá atos antissociais como reação.

Partindo do pressuposto de que a gravidez de mulheres viciadas não é um problema só delas, mas também dos filhos que elas geram e da sociedade, a norte-americana Barbara Harris fundou em 1997, na Califórnia, uma instituição destinada a estimular jovens viciados a serem esterilizados, para tanto recebendo pagamento de US$ 300. O chamado “Project Prevention” migrou para a Carolina do Norte e, após ter levado a esterilização a três mil e quinhentos pessoas até 2010, entrou na Inglaterra, onde teve forte disseminação.

Em sentido oposto, o deputado Francisco Floriano (DEM/RJ) idealizou Projeto de Lei, instituindo um “Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Gestantes Dependentes Químicas (Paege), de caráter intersetorial, integrante da Política Nacional de Assistência Social, que, no âmbito do SUS integra a proteção social especial e consiste no acolhimento, na atenção e recuperação de gestantes dependentes químicas em situação de ameaça a vida ou violação de direitos...”

Portanto, o que está em jogo é saber qual solução deve ser dada ao problema da gravidez das viciadas no crack. Desde logo afasta-se da discussão a possibilidade de interromper a gravidez, quando já existente. Dispensam-se também propostas embaladas em frases de efeito, que já se revelaram impraticáveis (p. ex., “é preciso criar políticas públicas, abrindo-se o diálogo entre as fontes em discussão interdisciplinar, etc. etc.”). As opções, no mundo real, ficam confinadas a três:

  1. Não tomar nenhuma providência, porque ter ou não filhos é uma opção que diz respeito única e exclusivamente à pessoa, configurando grave ataque à sua liberdade pessoal intervir na sua decisão;
  2. Estimular, de todas as formas possíveis, que viciadas venham a engravidar, incluindo incentivo financeiro para que permitam medidas temporárias ou permanentes que impeçam a gravidez;
  3. Aceitar a possibilidade de o Estado, em caso de reiteradas concepções por parte de pessoa viciada, promover o processo de laqueadura, impedindo-a de engravidar novamente, tendo em vista que o fato traz ao futuro filho o ônus de nascer com problemas de saúde e de não ter assistência e proteção familiar.

Qualquer que seja a opção escolhida, todos nós, e também nossos descendentes, sofreremos as consequências. Todas têm boas justificativas a sustentá-las. Qual a melhor solução?

 

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